As relações de trabalho entre instituições financeiras e seus empregados nem sempre são fáceis. Como muitas dessas relações são previstas em acordo coletivo e convenção coletiva da categoria, as negociações costumam ser longas e nem sempre os direitos trabalhistas desses profissionais são respeitados. E é justamente por esse descumprimento que ex-empregados procuram por um advogado especialista em direito bancário, para mover uma ação na justiça do trabalho.

Não pagamento de horas extras, assédio moral e acúmulo de funções são apenas algumas das queixas dessa categoria, sendo que o advogado especialista em direito bancário, que auxiliará o ex-empregado nessa ação, poderá identificar outras irregularidades e aconselhar esse profissional em todo o processo judicial.

Existem inúmeros escritórios de advocacia especializados em direito trabalhista. Porém, por se tratar de um segmento com relações de trabalho bem específicas, contar com o apoio de advogados especialistas nesse nicho, tornará as chances do ex-empregado ganhar a ação maiores.

O papel do advogado trabalhista no ramo bancário

O advogado especialista em direito bancário poderá lhe assessorar entre outras coisas:

Jornada diária:

Bancários tem a jornada prevista na lei de 6 horas por dia. Passando desta carga, é considerado hora extra. Porém, é comum que esses funcionários cumpram de 7 a 8 horas diárias, por ter a descrição do cargo como cargo de confiança, como é o caso dos assistentes e gerentes de segmento pessoa física, sendo certo que não basta a mera nomenclatura e pagamento de gratificação de função para caracterizar a fidúcia capaz de suprimir o pagamento de horas extraordinárias excedente a sexta hora trabalhada por dia.

Metas abusivas:

O bancário não trabalha apenas recebendo pagamento de boletos, fazendo de depósitos, preenchendo propostas de abertura de contas correntes, cadastro de digitais etc. Na maior parte de sua jornada, o bancário é obrigado a vender produtos bancários, tais como previdência privada, cartão de crédito, capitalização, seguro de vida, dentre outros.

Por vezes, as metas impostas pelos gestores dos empregados são inalcançáveis o que por certas vezes chegam a causar pressões psicológicas intensas.

Assédio moral e doenças ocupacionais:

Muitos bancários sofrem, diariamente, assédios morais como pressões para cumprir metas abusivas, horário de almoço reduzido, carga horária fora da jornada de trabalho etc.

Essas e muitas outras situações trazem ao bancário uma série de complicações, como doenças psicológicas, tendo ligação direta com o ambiente do trabalho, sendo consideradas como doenças ocupacionais.

Ao procurar um advogado especialista em direito bancário, todas essas irregularidades devem ser comprovadas, para que profissional possa apresentar provas e evidências concretas, ao juiz que julgará a causa.

Como encontrar um escritório especializado?

Antes de contratar uma assessoria jurídica para questões trabalhistas, faça uma pesquisa prévia e evite se deixar levar por profissionais com pouca experiência neste setor em específico.

  • Procure por referências: pergunte a conhecidos por advogados que já trabalharam em casos semelhantes. Procure saber sobre o desempenho do profissional antes, durante e depois do caso, procurando entender se o advogado foi transparente e interessado até o fim do processo.
  • Experiência profissional: busque advogados que tenham em seu currículo causas ganhas nestes processos, que realmente entendam o cotidiano das atividades bancárias.
  • Honorários: ainda que o trabalho de um advogado tenha um custo alto, procure por profissionais confiáveis (por isto a importância das recomendações).

Nem sempre os que cobram mais serão os melhores, mas confiar um processo deste nível a um profissional que cobra menos do valor praticado no mercado de advocacia, pode resultar em prejuízo em longo prazo, ainda mais após a aprovação da Reforma Trabalhista.

Optar por advogado especialista em direito bancário, além de ter o apoio de quem entende de todas as peculiaridades deste nicho, ajudará o ex-empregado conseguir a indenização pelos atos ilícitos cometidos pela instituição financeira, bem como o pagamento das horas extraordinárias do período de vigência do contrato de trabalho.

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