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Saiba o que é cargo de confiança para bancários

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A maioria dos trabalhadores possui muitas dúvidas em relação aos seus direitos e o que é o seu dever ou qual é a responsabilidade da empresa contratante.

No caso dos bancários, a principal dúvida está relacionada às horas extras, mas principalmente, sobre o cargo de confiança. Por isso, a advocacia trabalhista é o responsável por atender todas as necessidades e esclarecer as dúvidas ou questões do seu cliente.

advocacia trabalhistaEm primeiro lugar, é importante saber que segundo a CLT, a jornada de trabalho do bancário deve ser de seis horas diárias, totalizando 30 horas semanais.

Porém, essa regra é exceção para aqueles que possuam cargos de gerência, chefias ou possuam algum cargo de confiança.

Mas afinal, o que é isso? Bem, para uma advocacia pouco importa a denominação ou registro no contrato do trabalhador, mas sim, as atividades e funções que ele desempenha durante o serviço.

Conheça algumas funções que possuem cargo de confiança

Em muitos casos, ter ou não subordinados, pode ser a peça-chave para sinalizar o cargo de chefia ou confiança. No entanto, é preciso fazer uma análise e estudo para saber se realmente é ou não.

Para conhecer alguns exemplos e funções de cargos que são denominados de confiança pelas instituições financeiras, veja a seguir:

• Chefe de serviço ou gerente de contas;
• Gerente de atendimento ou operações;
• Analista;
• Analista pleno

Em que pese às denominações acima, tem-se que ao atribuir o cargo de confiança ao bancário, a instituição financeira deverá comprovar que todas as atividades exercidas pelo reclamante são revestidas de fidúcia, caso contrário, o enquadramento será na jornada de seis horas.

É bom destacar que esse assunto é muito complicado e gera tanta polêmica que muitas vezes, a própria Justiça do Trabalho reconhece a inexistência de um cargo de confiança.

E assim, a empresa deve pagar o funcionário por suas horas extras de trabalho, assim consideradas, aquelas além da sétima e oitava horas, com a aplicação do divisor 150, nos termos da Súmula 124 do C.TST e não 180, como ocorre no pagamento dos bancários que exercem o cargo enquadrado no “caput” do artigo 224 da CLT.