Quando um bancário deve buscar o auxílio de um advogado?




Os direitos dos trabalhadores bancários estão assegurados na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), principalmente dispostas nos artigos 224, 225 e 226 e também na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, segundo explicação de um advogado para bancário.

Devido as diversas particularidades da legislação referente aos bancários é comum que os profissionais da área não tenham amplo conhecimento sobre os direitos que possuem. Com isso, muitos bancos se aproveitam dessa falta de informação para burlar a legislação trabalhista e não pagar todos os direitos devidos aos colaboradores.

Quando o advogado para bancário deve ser procurado?

O advogado para bancário é o profissional que tem amplo conhecimento sobre a legislação referente a categoria, podendo esclarecer dúvidas e identificar irregularidades do banco no pagamento dos direitos do colaborador.

São diversos os casos nos quais o profissional pode ser procurado. Entre as situações mais recorrentes que motivam os bancários destacam-se:quando buscar um advogado para bancário

  • Pagamento de horas extras;
  • Pagamento de 7ª e 8ª hora;
  • Adicional noturno;
  • Equiparação salarial;
  • Desvio de função;
  • Cargo de confiança;
  • Valores recebidos na PLR (participação nos lucros e resultados);
  • Danos morais;
  • Assédio moral no ambiente corporativo;
  • Doenças relacionadas ao trabalho.

Ao identificar irregularidades ou suspeitar de desvios em qualquer uma dessas áreas, o bancário deve procurar o advogado para esclarecer dúvidas e apresentar as motivações que sustentam a desconfiança.

Entre as causas mais recorrentes para buscar um advogado para bancário destaca-se o desvio de função, o registro inadequado de cargo de confiança e o pagamento de 7ª e 8ª hora.

É importante destacar que o vínculo trabalhista não precisa ser rompido para que o profissional possa buscar na Justiça Trabalhista a reparação dos direitos, portanto, é possível procurar um advogado mesmo com o contrato de trabalho ainda em vigor.

Também é importante se atentar ao prazo no qual o bancário tem direito a entrar na Justiça. A questão é abordada no artigo 11 da CLT:

Art. 11 – O direito de ação quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve:

            I – em cinco anos para o trabalhador urbano, até o limite de dois anos após a extinção do contrato;

            Il – em dois anos, após a extinção do contrato de trabalho, para o trabalhador rural.

Dessa forma, após a extinção do contrato de trabalho, seja por dispensa, pedido de demissão ou justa causa, o bancário tem dois anos para procurar a Justiça trabalhista por meio de um advogado para bancário.

Após esse prazo, o pedido está prescrito.